O que explica a alta da arrecadação federal em setembro

Cédulas de real em foto de arquivo de 10 de julho de 2026.

A arrecadação federal de setembro somou R$ 239,4 bilhões, com crescimento de 5,62% acima da inflação frente ao mesmo mês de 2025. O balanço divulgado pela Receita Federal nesta quinta-feira (22) usa o IPCA para comparar o poder de compra dos valores.

Entre janeiro e setembro, o total chegou a R$ 2,351 trilhões, alta real de 6,97%. O acumulado compara nove meses de cada ano; não é a taxa de crescimento apenas de setembro.

A Receita atribui o resultado principalmente às contribuições previdenciárias, ao PIS/Cofins, ao Imposto de Renda sobre rendimentos de capital e aos tributos sobre o lucro das empresas. O relatório também destaca receitas do imposto de exportação sobre petróleo bruto.

Há uma diferença entre o total federal e o conjunto administrado pela Receita. Este último somou R$ 231,4 bilhões no mês, com alta real de 5,03%, e está incluído no total maior.

O dado mede entradas de recursos. Para avaliar o resultado das contas públicas, também é preciso considerar despesas e o critério fiscal usado; a arrecadação, isoladamente, não comprova superávit.

Fontes: Receita Federal, análise de setembro de 2026; Agência Brasil, 22/10/2026.

Foto de arquivo: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil, cédulas e moedas fotografadas em Brasília em 10/07/2026. Foto Agência. Reprodução editorial autorizada com crédito; redimensionamento proporcional, sem alteração do conteúdo.

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