A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar a documentação relacionada à quebra de sigilos anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação foi divulgada pela própria campanha, que afirma que o objetivo é identificar possíveis inconsistências nos dados.
Em nota, a equipe de Flávio justificou a escolha de Dallagnol por seu conhecimento sobre métodos e operações financeiras investigados durante a Operação Lava Jato. Segundo a campanha, ele ficará responsável por examinar extratos e relatórios para confrontar as informações apresentadas pelo presidente.
Lula condicionou divulgação à reciprocidade
Lula anunciou que autorizaria a abertura de seus próprios sigilos e dos registros de familiares, além dos documentos relacionados à empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. A medida foi condicionada à adoção de um procedimento semelhante por seu adversário político.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, condicionou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente, além de dados referentes a gastos e agendas do governo federal.
De acordo com as informações divulgadas, Lula aceitou as condições estabelecidas pelo senador.
Campanha do PT cobra cumprimento do acordo
A coordenação da campanha petista informou que protocolaria, nesta quinta-feira, a resposta de Lula junto ao TSE. Em nota, a equipe afirmou esperar que a campanha de Flávio Bolsonaro também compareça ao tribunal para cumprir sua parte no compromisso.
A iniciativa coloca no centro da disputa eleitoral a divulgação de informações financeiras e documentais dos dois lados. A análise conduzida por Dallagnol deverá se concentrar na documentação apresentada, embora eventuais irregularidades ou inconsistências dependam de verificação dos registros e de evidências concretas.
Até que os documentos sejam examinados, não é possível concluir, com base apenas nas declarações das campanhas, se existem irregularidades nas informações divulgadas.







