O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas sobre o assunto, Trump também voltou a criticar a eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25), na qual Flávio foi derrotado.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump. Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitirá a entrada deles no país. O governo americano não informou, porém, se o senador já está em território americano.
Também na terça, a Reuters e o jornal “The New York Times” informaram, citando fontes anônimas, que Flávio deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na noite de domingo, que o senador entregasse seus passaportes.
Flávio não entregou os documentos à Polícia Federal no prazo estipulado, que terminou às 11h de terça-feira.
Na madrugada desta quarta (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro e três familiares entraram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.
De acordo com o órgão, Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro cruzaram a fronteira às 22h50. A Direção Nacional de Migrações afirmou que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país.
Saída do Brasil
Na terça-feira, o site argentino Infobae afirmou que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina, usando seu documento de identidade. Segundo a BBC News, o senador chegou aos Estados Unidos pela Flórida e se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro.
Investigações
A decisão de Moraes para que Flávio entregasse os passaportes foi dada em um processo no qual o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e casas de apostas.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios e também negam qualquer irregularidade.
Flávio Bolsonaro também é investigado pela Polícia Federal em outro inquérito, aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com informações da Reuters







