Zema critica “julgamento político” do 8/1 e propaga modelo empresarial para o país

O governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (27/7) a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em declarações após a convenção que oficializou sua candidatura, Zema afirmou ser favorável à revogação das penas, classificando as prisões como “injustas” e fruto de um “julgamento político e tendencioso”.

“Sou defensor da democracia. Se alguém atentou, que pague, mas não com julgamento político, que foi o que aconteceu no Brasil”, disse. O ex-governador também criticou o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu que o país “passe uma borracha e olhe para o futuro”.

Zema prometeu levar para o governo federal o modelo de gestão que adotou em Minas Gerais. “O Brasil já teve muitos presidentes políticos e nunca teve presidente empreendedor e empresário”, declarou, reforçando que o mineiro viu nele um candidato “igual a ele, que ralou a vida toda”. Ele afirmou que o estado mineiro hoje tem contas e salários em dia.

Na política externa, o candidato reafirmou a intenção de retirar o Brasil do Brics, classificando o bloco como um “clubinho da China”. “Para ser amigo eu não preciso ser sócio do clube. O Brasil pode ser grande parceiro comercial da China sem fazer parte do Brics”, argumentou. Zema também criticou o presidente Lula por, em sua visão, “maltratar os EUA” – segundo maior parceiro comercial do país – e criar uma dependência excessiva da China.

Em segurança pública, Zema propôs a construção de um “superpresídio” na Amazônia para isolar líderes do crime organizado e declarou que vai “enquadrar todas as facções como terroristas”. “Dá para respeitar a lei e prender bandido. Basta elevar o custo, que hoje é muito baixo”, concluiu.

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