O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou o repórter Andrew Feinberg ficar quieto e o chamou de “doente” durante um anúncio realizado nesta terça-feira (20/10) no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O episódio foi relatado por Feinberg ao jornal The Independent, no qual ele trabalha como correspondente da Casa Branca.
O que aconteceu?
O confronto ocorreu durante o anúncio de um programa de recompensas a pessoas que denunciem fraudes. A iniciativa prevê pagamentos de até US$ 30 mil (cerca de R$ 150 mil, conforme cotação atual) ou 1% dos recursos recuperados a partir de uma eventual denúncia.
“Como passei a maior parte da minha vida profissional cobrindo o governo federal, sei que já existe um mecanismo em vigor para recompensar denunciantes”, escreveu Feinberg em seu artigo. Desde 1883, uma lei chamada “False Claims Act” (Lei de Falsas Declarações) permite que denunciantes entrem com ações judiciais em nome do governo federal para recuperar recursos desviados de programas federais por meio de seu programa.
Feinberg questionou por que alguém usaria a nova linha de denúncias se já existe uma lei com recompensas maiores. Trump respondeu: “Porque é muito dinheiro”.
O vice-presidente JD Vance classificou a pergunta como ‘desonesta’. Ele afirmou que alguns casos de fraude não entram na lei citada pelo repórter. Segundo Feinberg, a alegação de Vance “não é verdade”. Trump então perguntou quem era Feinberg, que se identificou como jornalista do jornal britânico The Independent.
Em outro momento, Feinberg tentou fazer perguntas após Trump aparentar apontar em sua direção. O presidente disse: “Não sei quem diabos você é, mas é melhor tomar cuidado”. A Rapid Response 47, conta oficial da Casa Branca no X, chamou o repórter de “idiota mongoloide” e considerou seu comportamento como “vergonhoso”.







