Vereador que deu tapa na bunda de estagiária se desculpa: “Involuntário”

O vereador Lucieldo da Silva (PSDB) é alvo de procedimento ético-disciplinar na Câmara Municipal de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, após ser acusado de importunação sexual por dar um tapa no bumbum de uma estagiária dentro do órgão legislativo municipal.

Na sessão da Câmara na última terça-feira (11/8), o vereador pediu desculpas publicamente, diante de uma plateia formada majoritariamente por mulheres que protestavam contra o assédio. Lucieldo afirmou que a atitude foi “involuntária” e que não teve intenção de desrespeitar ou constranger a estagiária.

O caso ocorreu em 30 de junho, e a denúncia foi protocolada na Câmara em 16 de julho. Nesta semana, a abertura de uma comissão especial para analisar a denúncia foi aprovada de forma unânime.

Lucieldo já havia sido indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Se condenado pelo crime de importunação sexual, poderá cumprir pena de um a cinco anos de prisão.

Beijo, abraço e assédio

Em um vídeo que circula nas redes sociais, Lucieldo aparece entrando em um recinto da Câmara e cumprimentando a estagiária com um beijo e um abraço. Em seguida, ele dá um tapa no bumbum dela enquanto cumprimenta outra mulher que estava no local.

Logo após o ato, a estagiária levanta o dedo em direção ao rosto do vereador e demonstra sua desaprovação. A outra mulher que presenciou a situação aponta para cima e afirma que a cena havia sido registrada pelas câmeras de segurança do local.

Durante a sessão, o vereador voltou a se desculpar:

“Gostaria de pedir mais uma vez, em público, desculpas à servidora, se uma atitude minha, que foi involuntária e sem qualquer intenção de desrespeitá-la, causou-lhe constrangimento ou desconforto.”

Lucieldo também afirmou que mantinha uma relação de amizade com a estagiária e que os dois conversavam e brincavam. Segundo ele, jamais imaginou que o gesto pudesse ser interpretado daquela maneira.

“Quero deixar muito claro: nunca tive a intenção de assédio, constranger ou desrespeitar aquela servidora ou qualquer mulher que tenha nessa Casa ou em qualquer ambiente do seu trabalho ou da sua casa. Eu estou aqui há quase seis anos e nunca tive uma prática ou uma atitude dessa natureza. Nunca! Em nenhum lugar.”

Ao final, o vereador afirmou ter aprendido com o pai a importância do respeito.

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