O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser alvo de críticas após informações incorretas sobre sua formação acadêmica aparecerem em páginas oficiais e perfis relacionados ao senador.
O caso envolve uma suposta pós-graduação em Ciência Política atribuída a Flávio pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade informou que não encontrou registro de que o senador tenha sido aluno da instituição. A informação incorreta apareceu em páginas como as do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de um perfil no LinkedIn.
Após a informação vir a público, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que houve um “erro ou equívoco” nas informações divulgadas. A equipe também atribuiu a origem do dado a fontes externas, incluindo a Wikipédia, e informou que solicitou a correção dos registros.
Apesar da divergência, a formação acadêmica confirmada do senador inclui graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduação em Políticas Públicas pelo Iuperj e MBA em Empreendedorismo pela FGV.
A repercussão ultrapassou o campo de adversários de Flávio e chegou a outros nomes da direita que disputam a eleição presidencial. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, criticou duramente o senador nesta quinta-feira (13). Em um evento em São Paulo, Santos afirmou que o Brasil estaria se iludindo com o que chamou de “farsa bolsonarista” e classificou Flávio e sua família como “farsantes”.
Outros adversários de Flávio também utilizaram o episódio para questionar a credibilidade do candidato e sua preparação para ocupar a Presidência.
Caso ganha repercussão eleitoral
A polêmica surge em um momento de disputa acirrada pelo eleitorado de direita. Flávio tenta consolidar sua candidatura como principal representante do bolsonarismo, enquanto outros candidatos procuram conquistar parte desse mesmo eleitorado. O episódio do currículo acrescenta mais um desgaste à campanha e abre espaço para críticas sobre transparência e responsabilidade na apresentação das credenciais dos candidatos. Embora a informação sobre a pós-graduação tenha sido publicada em diferentes plataformas, a campanha afirma que se tratou de um erro e não de uma declaração feita deliberadamente pelo senador.







