TSE dá vitória a Douglas Ruas como governador do Rio no 1º turno

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. Com a decisão, o candidato do PL, Douglas Ruas, pode ser declarado governador eleito no primeiro turno, após ultrapassar 50% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD), segundo colocado, reconheceu a derrota e afirmou que respeitará a decisão judicial.

Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), recebeu 49,27% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Paes obteve 42,76%. Garotinho ficou em terceiro lugar, com 274.411 votos, equivalentes a 3,17%.

Com a anulação dos votos de Garotinho, o percentual de Ruas passa a 50,88% dos votos válidos, enquanto Paes fica com 44,16%. O resultado elimina a necessidade de um segundo turno, conforme o entendimento adotado pela maioria dos ministros do TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que a recontagem dos votos será realizada neste sábado (10), às 15h, procedimento que deve oficializar o resultado.

Inelegibilidade de Garotinho

A decisão do TSE confirmou o indeferimento da candidatura de Garotinho, que estava inelegível em razão de uma condenação definitiva por improbidade administrativa relacionada ao desvio de recursos da Secretaria Estadual de Saúde, entre 2005 e 2006.

O ex-governador teve os direitos políticos suspensos por oito anos. Sua defesa argumentava que o prazo havia terminado em julho de 2026, mas o TSE rejeitou a tese. Segundo o relator do caso, ministro Floriano Marques, o prazo deve ser contado a partir do trânsito em julgado da condenação, certificado em 11 de julho de 2025, o que estende a suspensão até 2033.

Por maioria, os ministros também decidiram que os votos recebidos por Garotinho deveriam ser anulados, alterando o cálculo dos votos válidos e permitindo a vitória de Ruas no primeiro turno.

Paes recorreu ao STF, mas teve pedido negado

Após o julgamento, Eduardo Paes recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão e garantir a realização do segundo turno. O pedido foi negado pelo ministro Cristiano Zanin, que entendeu que os recursos disponíveis no próprio TSE ainda não haviam sido esgotados.

Na noite de quinta-feira (8), Paes anunciou que respeitaria a decisão da Justiça Eleitoral, embora tenha criticado a ausência de uma segunda votação.

“Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”, declarou o ex-prefeito em nota.

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