O prefeito de Manaus, David Almeida, decidiu cancelar o ponto facultativo que estava previsto para sexta-feira (21), logo após o feriado da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20). A revogação foi formalizada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM).
Segundo o decreto, a medida “torna sem efeito” a alínea “s”, item I, do decreto inicial de 31 de janeiro de 2025, que havia estabelecido o ponto facultativo para 21 de novembro.
Embora o documento oficial não apresente uma justificativa detalhada para a revogação, o prefeito já havia manifestado publicamente sua posição contrária à extensão de feriados por meio de pontos facultativos. Ele argumenta que muitos estudantes da rede municipal dependem da merenda escolar, e suspender o expediente por mais de um dia pode prejudicar essas crianças: “Não vou parar minhas escolas para todo mundo passear e se divertir”, afirmou. Além disso, Almeida mencionou que programas como o Prato do Povo também seriam afetados por portas fechadas nos dias de folga.
A decisão ocorre em meio a uma greve dos professores da rede municipal de ensino, mobilizados contra a proposta de reforma da previdência municipal. Alguns veículos sugerem que a revogação do ponto facultativo pode ser também uma resposta política à paralisação: para analistas, a mensagem clara seria reforçar a normalidade do funcionamento público mesmo após protestos.
Com a revogação, a prefeitura informa que todas as repartições municipais funcionarão normalmente na sexta-feira (21). A Prefeitura de Manaus também reforçou que os serviços essenciais permanecerão ativos durante o feriado da Consciência Negra: unidades de saúde, ambulâncias (Samu) e atendimento emergencial não serão interrompidos.
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) emitiu nota de repúdio após declarações do prefeito. No documento, os professores criticam o discurso de Almeida ao dizer que os servidores “iriam passear”, argumentando que a frase revela um desconhecimento profundo sobre a complexidade do trabalho docente.







