Uma jovem de 25 anos denunciou ter sido ameaçada após a prisão de um tenente da Polícia Militar suspeito de estuprá-la em um posto de fiscalização na rodovia AM-010, no Amazonas. Segundo a vítima, pessoas ligadas ao policial, incluindo advogados e a companheira dele, teriam tentado intimidá-la para que desistisse do processo.
O militar teve a prisão preventiva decretada e se apresentou à polícia no dia 7 de abril. A denúncia de abuso ocorreu no dia 6, quando a jovem foi abordada por policiais enquanto estava de moto com amigos. Ela afirma que foi levada sozinha até uma unidade policial sob a alegação falsa de que o veículo seria roubado, onde teria sido violentada.
Após a prisão, a vítima relata ter sido alvo de uma suposta emboscada. Uma mulher, fingindo ser da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, ofereceu ajuda financeira e a convenceu a entrar em um carro. Durante o trajeto, outra mulher, identificada como companheira do policial, entrou no veículo e passou a pressioná-la, chegando a sugerir que ela corria risco de vida.
O caso segue sob investigação. Segundo a deputada estadual Alessandra Campêlo, responsável pela Procuradoria da Mulher, a ação foi uma “emboscada”. “Três pessoas armaram uma emboscada, se passaram por integrantes da Procuradoria da Mulher e tentaram fazer a vítima desistir do processo”, afirmou. A parlamentar classificou o caso como ameaça, falsa identidade e coação no curso do processo.
Denúncias
O tenente é investigado em dois processos. Um deles é o caso de Tainara Soares, ocorrido no dia 6 de abril, na rodovia AM-010. Segundo a vítima, ela estava de moto com um grupo de amigos quando foi abordada por policiais militares.
O tenente mandou que ela entrasse na viatura sozinha e disse que iria levá-la até o posto de fiscalização da barreira do bairro Lago Azul, que dá acesso à rodovia AM-010, porque a moto seria roubada, o que era mentira. O estupro aconteceu dentro de uma das salas.







