IML aponta que menino de 3 anos morreu após agressões e violência sexual; pai e madrasta são presos em Palmas

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual. A criança foi encontrada morta em uma residência na região norte de Palmas (TO), e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com o documento, a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. A perícia também descartou a hipótese de afogamento, versão inicialmente apresentada pelo pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos.

As conclusões reforçam declarações feitas anteriormente pelo diretor do IML, Eduardo Godinho. Segundo o médico legista, Gustavo apresentava hemorragia interna, lesões na face e laceração intestinal, evidências de violência incompatíveis com um caso de afogamento.

“Foi uma causa pouco comum a gente ver uma criança chegar em tal estado. Muita violência. Sinais de violência pela face, pelo intestino, internamente. Isso não é comum nos dias de hoje. Até agora, o primeiro exame não tem indício nenhum de afogamento. Ali realmente foi outro tipo de trauma que levou à causa da morte”, afirmou.

Além do laudo já concluído, exames complementares para detectar a presença de sêmen, álcool e drogas foram solicitados e deverão integrar a investigação.

O pai do menino procurou a Polícia Civil alegando que o filho teria se afogado na piscina da residência. A defesa sustenta que a criança sofreu um afogamento no domingo (2), foi socorrida ainda em casa e que, na manhã seguinte, ele encontrou o filho sem sinais vitais. Os advogados afirmam ainda que, abalado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à polícia, prestou esclarecimentos e entregou as chaves do imóvel para a realização da perícia.

O pedido de prisão preventiva do pai e da madrasta foi protocolado na Justiça do Tocantins na tarde de quarta-feira (5). Após a prisão na madrugada desta quinta-feira (6), o Igor foi encaminhado ao sistema prisional e a madrasta para a unidade prisional feminina.

Os pais da criança não viviam juntos e travavam disputas judiciais relacionadas à convivência e à pensão alimentícia. Um vídeo gravado no fim de semana anterior à morte mostra Gustavo afirmando que não queria ir para a casa do pai. Ao ser questionado pela mãe sobre o motivo, o menino responde: “Porque ele me bate”.

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