Hilde Lynn Helphenstein, criadora do perfil “Jerry Gogosian”, foi encontrada sem vida aos 40 anos em um hotel de luxo na capital paulista. Em 2025, ela havia desmentido especulações de que estaria morta após se afastar das redes por exaustão emocional.
A influenciadora norte-americana Hilde Lynn Helphenstein, conhecida como “Jerry Gogosian” e encontrada morta no domingo (31) em um hotel de São Paulo, já havia sido alvo de rumores sobre sua própria morte há cerca de um ano, conforme revelou uma entrevista.
Em março de 2025, à revista Avenue, Hilde contou que decidiu ficar 51 dias longe da internet devido ao desgaste emocional causado pela exposição online e pela pressão do mercado de arte contemporânea. Durante esse período, seus seguidores começaram a especular que ela poderia estar morta diante do “silêncio ensurdecedor”. Ao reaparecer para uma palestra na Semana da Arte de Miami, a influenciadora ironizou: “Vocês podem querer dar um tempo das redes sociais sem estar mortos”.
Famosa com o perfil “Jerry Gogosian”, que acumulava quase 150 mil seguidores, Hilde usava memes e críticas para expor o elitismo, a especulação financeira e as relações de poder no mundo da arte contemporânea. Na entrevista, ela afirmou que o ambiente artístico havia perdido a graça, dominado por interesses financeiros e jogos de status, e que conviveu com clientes “corruptos” em galerias de alto padrão. “Há muitos colecionadores moralmente falidos”, disse. Apesar das críticas, ela mantinha paixão pela arte e pelos artistas.
Último vídeo e morte
Em sua última postagem nas redes, Hilde aconselhou seguidores a “deixar a mulher rica dentro de você voar” e disse: “Tenham um bom fim de semana. Eu sei que eu terei, eu estou no Brasil”. Ela incentivava a contratar maquiador, arrumar o cabelo e usar um xale de cashmere.
O corpo de Hilde foi encontrado em um quarto do hotel Rosewood, onde diárias custam de R4.400aR4.400aR 22.374. Segundo o boletim de ocorrência, havia uma garrafa vazia de vodca e um copo no chão, além de diversos comprimidos sobre a cama. Um homem que se apresentou como cirurgião plástico dela acionou o hotel após não conseguir contato telefônico. Ele disse que Hilde estava no Brasil há cerca de três semanas para um procedimento estético, fazia uso de drogas e que dias antes a havia levado a uma UPA após possível overdose.
Funcionários do hotel a encontraram desacordada, e o Samu constatou a morte no local. Na noite anterior, uma reclamação foi registrada contra Hilde e amigas em um restaurante do hotel: elas estariam visivelmente embriagadas, com comportamento exaltado e fazendo “demonstrações íntimas em público que evoluíram para exposição parcial do corpo”, causando constrangimento.
A Secretaria da Segurança Pública informou que exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao IML. O caso foi registrado como morte suspeita no 78º DP (Jardins). Em nota, o Rosewood São Paulo disse prestar total colaboração às autoridades e não comentar detalhes em respeito à privacidade da hóspede e seus familiares.






