O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, desembarcou em Islamabad, no Paquistão, neste domingo (26), para dar continuidade às discussões sobre um possível cessar-fogo na região. A visita ocorre em um momento de alta sensibilidade diplomática, reforçando o papel do governo paquistanês como o principal mediador entre Teerã e a nova administração dos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump.
A chegada de Araghchi acontece logo após o presidente norte-americano cancelar abruptamente o envio de seus negociadores, Steve Witkoff e Jared Kushner, que também deveriam se reunir com as autoridades paquistanesas. Trump justificou a decisão em sua rede social, alegando que o Irã atravessa um período de “confusão interna” e que não enviará sua equipe para viagens longas sem que haja uma disposição clara e direta de Teerã para negociar.
Durante as reuniões no Paquistão, o ministro iraniano apresentou as condições formais de seu país para o fim das hostilidades, que incluem a interrupção total das operações militares e o fim do bloqueio naval. Apesar da pressão, o Irã mantém sua postura de não dialogar diretamente com os americanos, preferindo utilizar a intermediação paquistanesa para transmitir suas propostas e exigências de paz.
Enquanto o impasse diplomático persiste, o cenário internacional permanece instável, refletindo-se na queda dos preços do petróleo devido à incerteza sobre a segurança no Estreito de Ormuz. Trump reiterou que “detém todas as cartas” e que o Irã deve tomar a iniciativa de telefonar se desejar um acordo, sinalizando que a estratégia de Washington agora foca em uma abordagem de espera e pressão máxima.







