O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado nesta quarta-feira (5) como candidato a vice-presidente na chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de um pedido de investigação da Polícia Federal (PF) no Supremo Tribunal Federal (STF) por estupro de vulnerável.
A investigação foi solicitada pela PF após denúncia do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) em abril deste ano. Gaspar nega a acusação e acionou o Supremo contra os parlamentares por calúnia.
Segundo a notícia-crime, o deputado teria estuprado anos atrás uma adolescente de 13 anos, e a violência sexual resultou em uma gravidez da qual nasceu uma menina. A criança teria sido registrada como filha da avó materna para ocultar a identidade da vítima e do agressor. No Brasil, qualquer relação sexual com pessoas com menos de 14 anos configura crime de estupro de vulnerável.
Investigação está parada no STF
A apuração do caso, no entanto, está parada desde abril, quando o relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com reportagem da Carta Capital, o procurador-geral Paulo Gonet teria defendido a realização de deligências preliminares antes de decidir se pediria ou não a abertura de um inquérito sobre a acusação. Essa etapa ainda não foi concluída pela PF. Na época em que o caso veio a público, Gaspar afirmou que é o maior interessado na instauração de um inquérito policial e anunciou ter fornecido material genético à Polícia Científica de Alagoas para a realização de um exame de DNA.







