A eleição da deputada federal trans Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou forte repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre usuárias da internet.
Nos últimos dias, diversas publicações, comentários e vídeos de mulheres passaram a circular criticando a escolha da parlamentar para comandar o colegiado. Em muitos desses conteúdos, usuárias afirmam que a deputada “não as representa” na presidência da comissão.
A discussão ganhou grande visibilidade em plataformas como X (Twitter), Instagram e TikTok, onde hashtags e vídeos sobre o tema se espalharam rapidamente. Parte das críticas vem de mulheres que discordam da posição política da deputada ou questionam sua liderança à frente de uma comissão voltada aos direitos das mulheres.
Por outro lado, apoiadoras de Erika Hilton também se mobilizaram nas redes para defender sua eleição. Usuárias destacam sua trajetória política e atuação em pautas relacionadas a direitos humanos e igualdade de gênero.
A escolha da parlamentar trans ocorreu por meio de votação interna entre deputados integrantes da comissão na Câmara dos Deputados do Brasil. A eleição registrou votos favoráveis e também votos em branco, utilizados por parte da oposição como forma de protesto político.
Especialistas em comunicação digital apontam que debates intensos em redes sociais não necessariamente refletem a opinião da maioria da população, mas mostram como determinados temas conseguem mobilizar grupos distintos e gerar grande engajamento online.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu às críticas que recebeu após ser eleita, nesta quarta-feira, para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Além da discordância de alguns parlamentares, a deputada também sofreu ataques do apresentador de televisão Ratinho, alvo de uma ação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura a possível prática de transfobia contra Erika. De acordo com ela, os contrários “podem espernear e latir”, pois a opinião de “transfóbicos e imbecis” é “a última coisa que importa”.






