O vendaval que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro no fim da tarde desta quarta-feira (29) deixou um rastro de destruição. Na manhã desta quinta-feira (30), imagens que circulam nas redes sociais, mostraram, inúmeras árvores caídas, imóveis destelhados e até cenários e camarins da Cidade do Rock, onde acontece o Rock in Rio, destruídos pela força dos ventos.
Duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central da capital. As vítimas foram identificadas como o ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos, de 41 anos, e o amigo dele, Vandré Cordeiro da Silva.
Até as 7h30 desta quinta-feira, cerca de 524 mil clientes permaneciam sem energia elétrica em todo o estado, sendo 370 mil atendidos pela Light e outros 154 mil pela Enel.
Segundo a Prefeitura do Rio, mais de 200 árvores caíram na cidade. Os bairros mais afetados foram Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste; Anchieta, Catumbi e Tijuca, na Zona Norte; além de Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital.
As imagens registradas na manhã desta quinta-feira mostram a dimensão dos estragos. No Recreio dos Bandeirantes, uma árvore de grande porte tombou sobre uma via. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a força do vento arrancou uma das caixas-d’água de um prédio de aproximadamente 20 andares e destruiu uma praça próxima. Já em Irajá, na Zona Norte, uma residência teve o telhado arrancado pelas rajadas.
Na estação Recanto das Garças, do corredor BRT Transoeste, parte da cobertura foi levada pelo vento, obrigando o fechamento da estação. Na Cidade do Rock, parte da estrutura do Palco Favela também desabou em consequência da ventania.
Ao comentar o episódio, o prefeito do Rio afirmou que o fenômeno foi mais intenso do que o previsto pelos serviços meteorológicos e relacionou o evento ao Super El Niño.
“O aviso feito ontem, no começo da tarde, era de ventos muito menos intensos do que os que acabaram ocorrendo. Realmente, foi um evento extremo, relacionado ao Super El Niño, mais intenso do que o previsto pelas estações meteorológicas”, declarou.
A Climatempo, no entanto, contestou a afirmação. De acordo com a empresa de meteorologia, não há base científica para atribuir diretamente a ventania ao El Niño. Os meteorologistas explicam que o fenômeno pode alterar as condições da atmosfera e favorecer uma maior frequência de eventos extremos, mas não é o causador direto desse tipo de ocorrência.







