Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro e abre negociações com PP

Em uma reviravolta nos bastidores políticos, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados, nesta quinta-feira (30/7), que está disposta a integrar a chapa presidencial como candidata a vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada por fontes próximas à parlamentar.

A concretização da aliança, contudo, ainda depende de trâmites internos. O acordo precisará ser chancelado pela Federação União Progressista, que reúne PP e União Brasil, e também pelo diretório nacional do PP em convenção oficial. Com o sinal verde da senadora, o presidente da legenda, Ciro Nogueira, já iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o respaldo à coligação.

Até então, a orientação predominante na federação era pela neutralidade na corrida presidencial, estratégia que visava preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas próprias para governos estaduais e o Congresso. Mesmo com a movimentação, membros da cúpula do PP ainda veem obstáculos para uma coligação formal com o PL.

Tereza Cristina, de 72 anos, é uma figura de peso: empresária, produtora rural, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro e atual líder do PP no Senado. Seu nome é o preferido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que aposta na força da senadora junto ao agronegócio e como ponte para atrair toda a Federação União Progressista para o projeto eleitoral.

A decisão representa uma mudança de postura, uma vez que a senadora resistiu por semanas à pressão de dirigentes do PL e de representantes do setor produtivo. Há poucos dias, ela havia sinalizado a Valdemar sua preferência por permanecer no Senado para disputar a presidência da Casa em 2027, principal motivo citado para as recusas anteriores.

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