Entidades de defesa das trabalhadoras domésticas reforçaram o alerta contra pressões para direcionar o voto no emprego antes do segundo turno. A Fenatrad e a organização Themis promovem a campanha Não Passaremos Pano, que aborda diferentes formas de violência e assédio nas relações de trabalho.
Em entrevista à Agência Brasil, o procurador do Ministério Público do Trabalho Igor Sousa Gonçalves explicou que a posição de empregador não autoriza constranger ou intimidar uma pessoa por sua escolha política. Ameaças de demissão e ofertas de vantagem vinculadas ao voto estão entre as situações apontadas.
A orientação relatada pelo procurador é preservar mensagens, áudios e outros registros e procurar o MPT. A trabalhadora pode solicitar sigilo da identidade. O órgão recebe denúncias pela internet e nas procuradorias; uma comunicação inicia a apuração e não representa condenação automática.
A Themis destaca que o ambiente doméstico pode dificultar a fiscalização e ampliar a vulnerabilidade de quem depende do emprego. O alerta não atribui irregularidade a todos os empregadores nem identifica as pessoas fotografadas como vítimas ou responsáveis. O voto é livre e secreto.
Fontes: Agência Brasil, 23/10/2026; Themis, apresentação da campanha; MPF, campanha sobre assédio eleitoral. Para denúncias no trabalho, consulte o MPT.
Foto de arquivo: Fernando Frazão/Agência Brasil, votação regular em 04/10/2026. A imagem não documenta assédio e não identifica as pessoas como vítimas ou responsáveis. Fonte da fotografia. Reprodução editorial autorizada mediante crédito; redimensionamento proporcional.







