Justiça condena Thiago Brennand a 31 anos de prisão por estupro e violência contra ex obrigada a tatuar suas iniciais

O empresário Thiago Brennand foi condenado pela Justiça de São Paulo a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão, além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção em regime aberto, pelos crimes cometidos contra uma ex-companheira que denunciou uma série de agressões físicas, psicológicas e sexuais. A sentença foi proferida na segunda-feira (13) pela 1ª Vara de Porto Feliz (SP) e divulgada nesta quinta-feira (16). Ainda cabe recurso. Além da pena de prisão, Brennand foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais à vítima.

Na decisão, o empresário foi condenado por dois crimes de estupro, lesão corporal, constrangimento ilegal, coação no curso do processo, registro não autorizado de ato sexual íntimo e divulgação de cena de estupro. O juiz destacou o sofrimento da vítima e o caráter agressivo e intimidador do réu ao fixar a indenização.

Relembre o caso

O caso aconteceu em agosto de 2021, quando a vítima, que morava nos Estados Unidos, viajou ao Brasil e foi convidada por Brennand para passar alguns dias em sua propriedade, em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

Segundo o processo, ela permaneceu na residência por cerca de três dias e relatou ter sido submetida a estupros, agressões e ameaças. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando um tatuador foi levado ao local e, conforme o relato da vítima, Brennand determinou que ela tatuasse em seu corpo as iniciais “TBV”, usadas pelo empresário, como forma de marcá-la como sua “propriedade”. A tatuagem foi considerada pela Justiça como lesão corporal por causar dor e deixar marcas permanentes.

Após denunciar os abusos, a mulher afirmou que Brennand divulgou vídeos íntimos sem autorização e tentou pressioná-la para retirar a queixa. O processo chegou a ser arquivado inicialmente, mas foi reaberto após o surgimento de novas denúncias contra o empresário. Esta é mais uma condenação imposta a Thiago Brennand, que já cumpre pena por outros crimes envolvendo diferentes vítimas e permanece preso no interior de São Paulo.

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