“Japinha do CV” morre com tiro no rosto em megaoperação no Rio; família pede fim da divulgação de imagens

Uma das pessoas mortas durante a megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, foi identificada como Penélope, conhecida como “Japinha do CV” ou “musa do crime”. Segundo a polícia, ela era considerada uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV) e atuava na linha de frente da facção.

De acordo com as investigações, Penélope teria resistido à abordagem policial e atirado contra agentes durante o confronto. Ela usava roupa camuflada e colete tático no momento em que foi baleada. A mulher foi atingida com um tiro no rosto e morreu ainda no local. A operação, uma das mais letais já registradas no Rio, deixou mais de 128 mortos segundo balanço preliminar das autoridades.

Confronto e ação policial

A operação foi deflagrada pelas forças de segurança estaduais como parte de uma ação conjunta contra grupos armados que controlam áreas dominadas pelo tráfico. Segundo a Polícia Civil, Penélope exercia funções estratégicas dentro da estrutura do Comando Vermelho e era de confiança de chefes locais da facção. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a mulher caída em uma área de mata, com equipamentos táticos e armamento ao lado. As autoridades ainda investigam as circunstâncias exatas da morte e o papel desempenhado por Penélope no confronto.

Família pede respeito e o fim da divulgação de fotos

Após a morte, fotos e vídeos do corpo de Penélope passaram a circular nas redes sociais, o que levou a família a pedir o fim da disseminação do material. Em uma publicação no perfil da própria vítima, a irmã dela fez um apelo:

“Pessoal, aqui é a irmã da Penélope. Entrei no Instagram dela pra postar essa mensagem. Por favor, parem de postar as fotos dela morta. Eu e minha família estamos sofrendo muito.” A familiar informou ainda que a conta será usada para homenagear Penélope, com imagens dela “feliz e sorrindo”, e pediu empatia diante da repercussão do caso.

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