A presença de celebridades na política não é novidade no Brasil. A cada eleição, artistas, jornalistas, apresentadores, atletas e personalidades que ganharam fama na televisão ou nas redes sociais decidem trocar os holofotes pelos palanques e tentar transformar a popularidade em votos.
Em 2026, o movimento se repete. Entre os nomes que decidiram entrar na disputa estão jornalistas e apresentadores de televisão, além de ex-participantes de realities shows, ex-paquitas, atores e outras figuras conhecidas do grande público.
A estratégia não é nova: a exposição conquistada ao longo da carreira pode ajudar a criar uma base de eleitores, principalmente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, os candidatos precisam transformar reconhecimento em apoio político e enfrentar uma disputa marcada por milhares de concorrentes.
Rachel Sheherazade
Entre os nomes que decidiram entrar na corrida eleitoral está a jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade.
Ela ganhou projeção nacional em 2011, quando um comentário sobre o Carnaval repercutiu na internet. Naquele mesmo ano, foi convidada por Silvio Santos para integrar a bancada do SBT Brasil, telejornal que apresentou até 2020.
Durante a passagem pelo SBT, Rachel ficou conhecida principalmente pelas opiniões sobre temas políticos e sociais, o que ajudou a consolidar sua imagem junto ao público.
Agora, ela pretende levar a experiência adquirida na televisão para a política e disputar um cargo eletivo nas eleições de 2026.
Geraldo Luís
Outro rosto conhecido da televisão que decidiu entrar na política é o apresentador Geraldo Luís.
Com uma carreira marcada por programas populares, ele ficou conhecido por comandar atrações como Balanço Geral, Geraldo Brasil e Domingo Show, na Record.
Em 2026, Geraldo disputa pela primeira vez uma eleição para deputado federal por São Paulo pelo Avante.
A candidatura coloca o apresentador em uma disputa que reúne centenas de nomes em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados.
Fama como estratégia eleitoral
A entrada de celebridades na política costuma gerar grande repercussão. Para esses candidatos, a vantagem inicial está no reconhecimento do público, construído durante anos de exposição na televisão, no rádio ou na internet.
Mas a popularidade, por si só, não garante uma eleição. Os famosos precisam apresentar propostas, construir alianças e conquistar votos suficientes para superar adversários que já possuem trajetória política e bases eleitorais consolidadas.
O fenômeno também mostra como as redes sociais passaram a ter papel cada vez mais importante nas campanhas. Personalidades que já possuem milhões de seguidores conseguem iniciar a disputa com uma audiência que candidatos tradicionais muitas vezes levam anos para construir.
Em 2026, portanto, as urnas voltarão a colocar à prova uma velha estratégia da política brasileira: ser famoso ajuda a ganhar votos, mas não necessariamente garante uma cadeira no Congresso.







