EUA atacam embarcações iranianas e lançam “Projeto Liberdade” no estreito de Ormuz; Irã nega versão

Nesta segunda-feira (4/5), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças americanas bombardearam sete pequenas embarcações do Irã no estreito de Ormuz, acusando os iranianos de terem disparado contra nações não envolvidas no conflito — incluindo um navio sul-coreano. Em resposta, o Irã afirma ter atingido um destróier americano, versão prontamente negada pelo Comando Central dos EUA.

  1. Ação militar americana (versão de Trump):
    Trump declarou, em rede social, que os ataques desta segunda visaram embarcações iranianas. Ele também renovou o pedido para que outros países, como a Coreia do Sul, se juntem aos esforços dos EUA para garantir a segurança do comércio na região.
  2. Operação “Projeto Liberdade”:
    Os EUA iniciaram uma operação para guiar navios retidos (cerca de 2 mil embarcações, segundo a Organização Marítima Internacional) para fora do estreito. Batizada de Projeto Liberdade, a ação envolve 15 mil militares, mais de 100 aeronaves e destróieres equipados com mísseis guiados. Trump afirmou que o objetivo é humanitário, já que muitos navios estariam com pouca comida.
  3. Versão iraniana:
    O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica classificou as alegações americanas como “mentiras descaradas”. A agência semioficial Fars noticiou que um destróier americano foi atingido por dois mísseis ao tentar violar a segurança da navegação. Teerã reforçou que controla o estreito e atacará “qualquer força armada estrangeira”, especialmente a americana.
  4. Negociações e mediação do Paquistão:
    Apesar das tensões, Trump mencionou “discussões muito positivas” com o Irã sobre um plano de paz de 14 pontos, enviado pelos iranianos e mediado pelo Paquistão. Entre as exigências iranianas estão: fim do bloqueio naval dos EUA, retirada das forças americanas das proximidades das fronteiras e cessar das hostilidades (incluindo a ofensiva israelense no Líbano). Os EUA ainda não confirmaram oficialmente uma resposta.
  5. Repatriação de tripulantes:
    O Paquistão informou que 22 tripulantes de um navio iraniano apreendido pelos EUA no mês passado serão devolvidos ao Irã. O governo paquistanês chamou a medida de “gesto de confiança” dos americanos.
  6. Condenação na ONU e críticas internas:
    Membros da ONU condenaram o Irã por interromper o tráfego marítimo global. No entanto, o chefe da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, criticou o tom das discussões, afirmando que votos e resoluções não ajudam os 20 mil marinheiros que permanecem retidos há nove semanas.
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