Em uma atuação para esquecer, a Argentina encerrou o tempo regulamentar da final da Copa do Mundo, neste domingo (19), em Nova Jersey, sem registrar uma única finalização contra a Espanha. Com amplo domínio territorial e de posse de bola (66%), a Fúria Roja controlou as ações do início ao fim, rondando a área adversária e construindo 15 tentativas de gol — dez delas com direção certeira ao alvo.
Do lado argentino, a ausência de criatividade e profundidade foi absoluta. A melhor chance da Albiceleste surgiu em uma jogada individual pela direita de Giuliano Simeone, que cruzou rasteiro para a área, mas a defesa espanhola e o goleiro Unai Simón não tiveram dificuldade para afastar o perigo. Sem chutes a gol ou para fora, a equipe sul-americana assistiu ao controle espanhol sem esboçar reação.
O primeiro tempo já sinalizava o cenário atípico: apenas três finalizações no total, sendo esse o menor número registrado em uma etapa inicial de decisão de Copa do Mundo desde 1966, segundo dados da plataforma Opta. Um marco negativo que evidencia a fragilidade ofensiva argentina no momento mais importante da competição.
Com uma atuação apagada, a Argentina viu a Espanha ditar o ritmo do jogo e construir as melhores oportunidades, enquanto sua própria produção ofensiva ficou restrita a um quase nada estatístico — um feito raro e preocupante em uma final de Mundial.






