Um relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), publicado em 30 de outubro, descreve dificuldades de acesso à saúde e à proteção de mulheres, meninas e jovens em Gaza e na Cisjordânia. O documento reúne o balanço da agência entre abril e setembro de 2026; não é uma medição da situação neste sábado (31).
Atendimento e proteção
Segundo o UNFPA, deslocamentos, abrigos precários e serviços sobrecarregados continuam a afetar a segurança e o acompanhamento de gestantes. A agência relata ter ampliado unidades de atendimento, clínicas móveis e espaços de apoio no período analisado.
O relatório estima que suas ações alcançaram 727 mil mulheres, meninas e jovens com serviços e insumos. A assistência inclui saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência de gênero e apoio a adolescentes. O número é uma estimativa de alcance apresentada pelo UNFPA, não um total de vítimas.
Ao discutir violência de gênero, o documento diferencia registros feitos pelos serviços de atendimento da frequência desses episódios na população. A ampliação dos locais de acolhimento também pode aumentar as oportunidades de relatar casos, ressalva a agência.
Recursos internacionais
O UNFPA informa que, até setembro, havia recebido US$ 42 milhões para uma resposta cujo pedido era de US$ 110 milhões. A diferença de US$ 68 milhões refere-se ao financiamento indicado naquele balanço para sustentar a operação até dezembro, e não a um saldo conferido em tempo real.
Fonte: UNFPA na Palestina — relatório de abril a setembro de 2026, publicado em 30/10. As avaliações e estimativas são atribuídas à agência.
Foto institucional de arquivo: Palácio das Nações, em Genebra, em 25/06/2017. Autor: Groov3, via Wikimedia Commons, CC0 1.0. Sem montagem. A fotografia contextualiza a ONU e não mostra Gaza, a Cisjordânia ou os atendimentos citados.







