O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou medidas de prevenção e investigação de episódios de violência com possível relação com as eleições. No balanço divulgado em 28 de outubro, a pasta informou ter contabilizado 45 ocorrências, com 47 vítimas, entre os dias 24 e 28. Dez pessoas morreram, entre elas três indígenas, segundo o levantamento oficial. Os números são um retrato daquele período, e a motivação de cada caso depende de apuração.
Informações solicitadas aos estados
O ministério informou que pediu às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal dados sobre situações que envolvem agentes das corporações. O objetivo é reunir os registros e acompanhar os encaminhamentos administrativos e criminais. A pasta anunciou que o mapeamento terá nova atualização.
Na apresentação das medidas, o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que os relatos abrangem suspeitas de violência, ameaça e intimidação. De acordo com a explicação do órgão, os episódios podem envolver competências diferentes, conforme as características do fato. O anúncio inclui atuação da Polícia Federal e articulação com o Ministério Público.
Proteção e limites do balanço
A proteção de grupos ameaçados, incluindo indígenas, também foi apontada como prioridade. Segundo a comunicação do ministério, a Força Nacional e a Polícia Federal participam de ações de proteção dos territórios e de investigação de homicídios.
O comunicado não substitui a investigação individual dos episódios nem comprova a responsabilidade de pessoas específicas. Esta matéria apresenta as providências e os dados atribuídos ao MJSP, sem identificar suspeitos ou antecipar conclusões sobre autoria e motivação.
Fonte: comunicado do Ministério da Justiça e Segurança Pública de 28/10/2026, consultado em 29/10.
Foto: Isaac Amorim/Ascom-MJSP. Coletiva de apresentação das medidas em Brasília, em 28/10/2026, segundo a legenda oficial. Reprodução da fotografia original, sem montagem ou alteração editorial, sob CC BY-ND 3.0, conforme licença indicada no site do ministério. A imagem não registra os episódios de violência.







