Democratas processam governo Trump e acusam pressão sobre autoridades eleitorais

Donald Trump em retrato presidencial oficial de 2025; fotografia de arquivo.

Organizações e líderes democratas recorreram à Justiça federal dos Estados Unidos para tentar impedir que o governo de Donald Trump pressione autoridades eleitorais e determine a exclusão de eleitores dos cadastros estaduais. A ação, protocolada em Washington em 20 de outubro, ganhou repercussão nesta quarta-feira (21), na reta final das eleições de meio de mandato, as midterms.

O que os democratas pedem

A petição foi apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, no processo 1:26-cv-03674. Entre os autores estão os comitês democratas para o Senado e a Câmara, a associação de governadores do partido, sua representação em Nevada e os líderes parlamentares Chuck Schumer e Hakeem Jeffries.

Os autores pedem uma ordem judicial que impeça o Executivo federal de obrigar estados a retirar pessoas registradas das listas de votação, negar cédulas ou separar votos para que deixem de ser contados. Também querem barrar ameaças de processos criminais contra agentes estaduais e locais que auxiliam eleitores a votar e apuram os votos conforme as regras estaduais.

Pressões e listas são contestadas

Na versão dos democratas, os departamentos de Justiça e de Segurança Interna vêm usando alegações não comprovadas de participação de estrangeiros nas eleições para interferir na administração dos cadastros. A petição questiona a confiabilidade de listas encaminhadas a estados e cita disputas na Califórnia e em Nevada.

O texto também aponta declarações de Trump sobre possível prisão de autoridades da Califórnia como exemplo da pressão denunciada. Os autores sustentam que essas condutas violam a divisão de competências entre o governo federal e os estados e a proteção contra intimidação prevista na legislação eleitoral americana.

Essas afirmações constituem os argumentos de quem entrou com o processo. A petição consultada apresenta pedidos de intervenção judicial; ela não é uma decisão reconhecendo que o governo cometeu as irregularidades denunciadas.

O que diz o governo Trump

Segundo a Associated Press, o Departamento de Justiça respondeu que a integridade eleitoral é uma prioridade e que suas medidas têm fundamento legal e estão sendo discutidas nos tribunais.

À Axios, a Casa Branca afirmou que o governo age legalmente para proteger as eleições e combater crimes eleitorais, fraudes e coação.

Por que o caso importa para as midterms

A disputa envolve os limites da atuação federal sobre a organização das eleições nos estados. A votação de 3 de novembro definirá a composição do Congresso americano e a força parlamentar com que Trump contará na segunda metade de seu mandato. O processo trata da administração eleitoral, e não de uma ação que, por si só, suspenda as eleições.

Fontes: petição inicial do processo 1:26-cv-03674, protocolada em 20/10/2026; Associated Press — ação e resposta do Departamento de Justiça; Axios — resposta da Casa Branca; CNN Brasil — contexto das midterms.

Foto de arquivo: retrato presidencial oficial de Donald Trump, de 2025. Daniel Torok/The White House. Fonte oficial; registro de autoria e domínio público. Não registra o protocolo da ação de outubro de 2026. Foram removidas apenas as margens brancas externas do arquivo oficial, sem alteração da fotografia.

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