Nova York freia a corrida da IA e impõe pausa de um ano a novos data centers

Em uma ação sem precedentes nos Estados Unidos, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, determinou uma moratória de 12 meses que proíbe a criação de novos data centers de Inteligência Artificial no estado. A ordem executiva, publicada nesta terça-feira, 14, suspende os processos de licenciamento para grandes instalações (acima de 50 MW) e coloca o estado na linha de frente de um movimento que busca equilibrar o avanço tecnológico com a sustentabilidade e o bem-estar social.

A principal motivação para a pausa é o impacto severo desses centros na rede elétrica e no meio ambiente, que tem gerado forte rejeição popular. Dados mostram que 46% dos nova-iorquinos veem a pausa como benéfica. Com a ordem, o governo terá um ano para criar regras claras sobre o uso de água, energia e os danos ambientais dessas estruturas, além de avaliar a possibilidade de fazer com que os data centers arquem com custos maiores de eletricidade ou se tornem autossuficientes em energia.

“Data centers só podem e devem ser construídos em locais que os desejem”, afirmou Hochul, ecoando o sentimento de uma população que, segundo pesquisas, não quer essas instalações próximas a suas casas. A decisão de Nova York contrasta com a de outros lugares: o Maine teve um projeto similar vetado em abril, enquanto cidades como uma no sul da Califórnia e Seattle já aprovaram proibições permanentes. Com esta medida, Nova York se torna o primeiro estado a estabelecer uma moratória geral, sinalizando um novo capítulo na regulação da infraestrutura da IA.

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