Donald Trump e Vladimir Putin se encontram hoje, sexta-feira (15), em uma base militar no Alasca, com o objetivo de negociar um cessar-fogo no conflito entre Moscou e Kiev. A reunião, marcada para as 16h no horário de Brasília, ocorre em um local com história ligada à espionagem da antiga União Soviética.
Apesar das recentes trocas de críticas, ambos os líderes expressaram otimismo em relação ao encontro. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não participará das negociações.
LOCAL
A reunião ocorrerá em Anchorage, a maior cidade do Alasca, na Base Conjunta Elmendorf-Richardson. A instalação atual foi criada oficialmente em 2010 a partir da fusão da Base Aérea de Elmendorf e do Forte Richardson do Exército.
Curiosamente, o local teve uma importância estratégica durante a Guerra Fria, período de tensão entre os EUA e a então União Soviética ao longo do século 20.
Ao longo de sua história, a base abrigou um grande número de aeronaves e foi o centro de operações de diversos radares destinados a detectar atividades militares soviéticas e possíveis lançamentos nucleares.
AGENDA
O evento está programado para começar às 16h no horário de Brasília, ou 11h no horário local.
* De início, apenas Donald Trump e Vladimir Putin se reunirão em uma sala fechada, acompanhados apenas por seus intérpretes. Eles devem conversar por cerca de uma hora.
* Em seguida, suas comitivas, formadas por ministros e secretários de peso, serão autorizadas a entrar para compor a mesa de negociações.
* Depois disso, os dois líderes darão uma entrevista coletiva à imprensa para revelar os detalhes do encontro.
OBJETIVOS
A esperança é que, na coletiva, seja apresentada uma proposta de cessar-fogo e encerramento das hostilidades entre Ucrânia e Rússia, em confronto armado direto desde a invasão do território ucraniano por tropas russas, em fevereiro de 2022.
A ausência de Volodymyr Zelensky no encontro desta sexta, porém, justifica os temores de Kiev e da comunidade internacional de que a proposta imponha termos desfavoráveis à Ucrânia.
Na quarta (13), Zelensky e seus aliados europeus realizaram uma reunião por videoconferência com Trump para deixar claro que não aceitará um acordo favorável a Moscou.






