Vulcão adormecido por séculos entra em erupção na Rússia

Um vulcão há séculos inativo entrou em erupção neste domingo (3) na península de Kamchatka, no Extremo Oriente da Rússia, surpreendendo cientistas e turistas que estavam no local. O Krasheninnikov, localizado dentro da Reserva Natural Kronotsky, lançou uma coluna de cinzas que chegou a 6,4 quilômetros de altura, segundo informações oficiais da reserva.

De acordo com especialistas, esta é a primeira erupção do Krasheninnikov em pelo menos 400 anos. “É um evento emocionante e fascinante. O Krasheninnikov está entre os oito vulcões ativos da nossa reserva”, afirmou Vsevolod Yakovlev, diretor interino da área protegida. Os funcionários da reserva foram evacuados, mas as autoridades informaram que o vulcão está longe de áreas habitadas e não representa risco imediato à população.

Turistas presenciaram o início da erupção

O guia de montanhas Artem Sheldr, que acompanhava um grupo de turistas na região, registrou vídeos e fotos do momento em que a erupção começou. “Dizer que foi épico e completamente inesperado é dizer pouco! Nosso grupo ainda está em choque”, relatou. Segundo ele, o fenômeno teve início às 6h (horário local) com a emissão de gases e vapores, seguidos por colunas de cinzas. Não foram observados fluxos de lava.

Contexto sísmico: terremotos e outro vulcão em atividade

A erupção acontece dias após um terremoto de magnitude 8,8 atingir a península de Kamchatka, provocando alertas de tsunami em todo o Oceano Pacífico — posteriormente cancelados. Réplicas continuam sendo registradas, incluindo um tremor de magnitude 7,0 nas Ilhas Curilas no domingo, sem relatos de vítimas. Poucas horas depois do abalo sísmico principal, o vulcão Klyuchevskoy, também na região, entrou em erupção.

Região de intensa atividade geológica

A península de Kamchatka é uma das áreas vulcânicas mais ativas do planeta, com mais de 300 vulcões, sendo pelo menos 30 ainda ativos. Devido à localização remota e pouco povoada, erupções na região geralmente não causam grandes impactos à população, mas são monitoradas por autoridades russas e especialistas internacionais.

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