A vigília organizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (22), em Brasília, terminou em confusão após um homem identificado como pastor Ismael Lopes, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, utilizar o microfone para criticar Bolsonaro durante o ato.
O pastor iniciou sua fala com trechos bíblicos e aparentemente em defesa do ex-presidente. Porém, cerca de cinco minutos depois, passou a mencionar as mortes por Covid-19, responsabilizando Bolsonaro pela condução da pandemia. A reação do público foi imediata: manifestantes retiraram o microfone de suas mãos. Ismael saiu correndo e acabou cercado por apoiadores, sendo agredido com socos e pontapés até a intervenção da Polícia Militar, que utilizou spray de pimenta para dispersar o grupo.
“Vim falar verdades”, diz pastor após agressões
Depois do episódio, Ismael Lopes afirmou que decidiu participar da vigília para “falar verdades” diante dos apoiadores do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, comentou o incidente nas redes sociais e classificou a confusão como “obra do diabo”.

Ato durou pouco e ocorreu próximo à casa da família Bolsonaro
A vigília havia sido convocada por apoiadores e ocorreu em uma área pública próxima ao condomínio onde Bolsonaro e sua família moram. O ato durou pouco mais de uma hora e reuniu simpatizantes que protestavam contra a prisão do ex-presidente, detido neste sábado na Superintendência da Polícia Federal.
A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). No despacho, Moraes afirmou que a vigília poderia desencadear desordem pública, além de destacar a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro, que agora faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal.







