Tornado de categoria F3 devasta cidade no Paraná e deixa seis mortos: ‘Cenário de guerra’

Um tornado de grandes proporções atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na tarde da última sexta-feira (7), deixando um rastro de destruição que o secretário de Saúde do estado, Beto Preto, comparou a uma “situação de guerra”. Segundo a Defesa Civil, o fenômeno resultou em seis mortes, 750 feridos, 1.000 pessoas desalojadas e 28 desabrigadas.

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) confirmou que o fenômeno foi um tornado de categoria F3 na Escala Fujita, com ventos superiores a 250 km/h. A força do vento foi tamanha que destruiu cerca de 90% das edificações da cidade, incluindo casas, comércios, escolas e unidades de saúde.

“É um cenário de destruição total. A cidade parece ter sido bombardeada. Estamos mobilizando todas as equipes possíveis para garantir atendimento e abrigo à população”, declarou o secretário Beto Preto.

Diante da gravidade da situação, o governador Ratinho Júnior (PSD) decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, classificando o episódio como uma “catástrofe sem precedentes” na história do Paraná. O governo estadual formou uma força-tarefa para coordenar ações de resgate e reconstrução, enquanto o governo federal confirmou o envio de ajuda humanitária à região.

A tempestade também provocou danos significativos à infraestrutura: mais de 280 postes de energia elétrica caíram, deixando parte da cidade sem luz e água. Equipes da Copel e da Sanepar trabalham desde o fim de semana para restabelecer os serviços essenciais.

O impacto do tornado foi sentido também em municípios vizinhos, como Guarapuava, onde uma pessoa morreu após o colapso de uma estrutura metálica. Em várias cidades da região, moradores relataram ventos fortes, granizo e intensa descarga elétrica durante a passagem da tempestade.

Especialistas do Simepar explicam que tornados dessa intensidade são raros no Brasil, especialmente no Sul, e se formam quando há instabilidade atmosférica extrema, com o encontro de massas de ar quente e frio, além de alta umidade e ventos em diferentes direções e velocidades.

Enquanto equipes de resgate continuam o trabalho nas áreas atingidas, o governo estadual iniciou o cadastramento das famílias afetadas para o recebimento de auxílio emergencial e materiais de reconstrução. Abrigos temporários foram montados em escolas e ginásios esportivos.

“Nosso foco agora é acolher as famílias, garantir assistência médica e começar a reconstrução. A cidade vai precisar de solidariedade e união”, disse o governador Ratinho Júnior.

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