Uma tempestade solar de grandes proporções está a caminho da Terra e motivou a emissão de um alerta de tempestade geomagnética de nível 4 (Severo) para esta terça-feira, 20 de janeiro, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
O fenômeno teve origem no Sol no dia 18 de janeiro, após uma erupção solar de nível 3 (Forte) registrada em uma região de manchas solares localizada próxima ao centro do disco solar. A ejeção de massa coronal (EMC) resultante lançou grandes quantidades de plasma e partículas energéticas em direção ao espaço, parte das quais seguem diretamente para a Terra.
Apesar do alerta máximo emitido pelo SWPC, especialistas indicam que a intensidade da tempestade geomagnética pode variar ao longo do dia, oscilando entre os níveis G1 e G3, classificados de menor a moderado. A expectativa é de que a passagem principal da EMC ocorra ao longo do dia 20, com enfraquecimento gradual das condições geomagnéticas até o fim do dia. Ainda assim, efeitos residuais podem manter o planeta sob influência da tempestade, com possibilidade de eventos de nível G1 também no dia 21 de janeiro.
Tempestades de radiação solar acontecem quando partículas carregadas e plasma em alta velocidade atingem o campo magnético terrestre. Esse tipo de evento pode causar interferências temporárias em redes elétricas, afetar comunicações por rádio, sistemas de navegação aérea, operações de controle de tráfego aéreo e o funcionamento de satélites em órbita.
Além disso, há um aumento do risco de exposição à radiação para astronautas em missões espaciais e para aeronaves que utilizam rotas polares, onde a proteção do campo magnético terrestre é menor.
Possíveis impactos na Terra
Entre os impactos mais relevantes estão a possibilidade de perda de comunicações de rádio de alta frequência em regiões polares e dificuldades na operação de sistemas de navegação. Satélites também podem sofrer falhas temporárias ou degradação de componentes sensíveis.
Eventos semelhantes já causaram prejuízos significativos no passado. Em outubro de 2003, uma série de tempestades solares intensas provocou apagões na Suécia e danos a transformadores de energia na África do Sul, segundo registros do próprio SWPC.
Aurora boreal pode ser vista em regiões incomuns
Apesar dos riscos, o fenômeno também proporciona um espetáculo natural impressionante. De acordo com informações das agências Associated Press e Reuters, a tempestade solar aumentou a visibilidade da aurora boreal em áreas além das latitudes habituais.
Moradores do Canadá, de várias regiões dos Estados Unidos e de partes da Europa já relataram maior intensidade e alcance das luzes coloridas no céu, resultado da interação entre as partículas solares e a atmosfera terrestre.
Especialistas recomendam que operadores de infraestrutura crítica e empresas de tecnologia espacial acompanhem atentamente os alertas oficiais, enquanto observadores do céu podem aproveitar a oportunidade rara de presenciar auroras em locais onde elas normalmente não são visíveis.








