A soldada da Polícia Militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado, havia relatado medo do marido em mensagens enviadas a uma amiga, segundo informações apresentadas pela defesa da família.
Em uma das conversas, a policial mencionou os ciúmes do companheiro, um tenente-coronel da corporação, e demonstrou preocupação com a própria segurança.
“Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham”, teria escrito.
Em depoimento à polícia, a mãe da vítima afirmou que a filha vivia um relacionamento considerado abusivo e conturbado. Segundo ela, o oficial era ciumento e impunha restrições ao comportamento da soldada, proibindo o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.
A mãe também relatou que, ao mencionar a intenção de se separar, Gisele teria recebido do marido uma foto em que ele aparece com uma arma apontada para a própria cabeça.
Nesta segunda-feira (16), o advogado da família, Miguel Silva, apresentou um áudio que, segundo ele, reforça a intenção da policial de deixar o companheiro. Na gravação, enviada ao pai, Gisele pede ajuda para encontrar uma nova residência, de preferência próxima à casa dos pais.
“Recebi um áudio onde Gisele, no ano passado, pede para o pai arrumar uma casa para ela. O desespero era tanto”, afirmou o advogado durante entrevista coletiva. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.







