O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta quinta-feira, 29, que está “pronto para entregar o que o presidente (Donald Trump) espera” em relação ao Irã. Em uma reunião de gabinete, ao lado de Trump, Hegseth afirmou que várias guerras, incluindo a da Ucrânia, não teriam acontecido se o republicano estivesse no comando do país quando eclodiram.
Ele apontou, então, que o governo está “reconstruindo a maneira como os inimigos nos enxergam”, citando a operação na Venezuela como um exemplo de mudança de postura.
“Estaremos preparados para entregar tudo o que este presidente esperar do Departamento de Guerra (como o Departamento de Defesa foi renomeado no governo Trump), assim como foi feito neste mês”, advertiu ele, em referência à captura e prisão do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Hegseth indicou que o Irã tem “todas as opções para fazer um acordo” e advertiu que o regime “não deve desenvolver capacidades nucleares”. Mais cedo, o governo iraniano anunciou que apresentará uma “resposta esmagadora” caso se concretize a ameaça de intervenção militar dos EUA, mobilizando mil drones estratégicos nos regimentos de combate. A movimentação ocorre um dia após Trump subir o tom ao falar em uma “enorme armada” a caminho do Oriente Médio e dizer que o tempo para Teerã fechar um acordo nuclear “está se esgotando”.
“Diante das ameaças que enfrentamos, a prioridade do Exército é manter e reforçar nossa vantagem estratégica para dar uma resposta esmagadora a qualquer ataque”, disse Hatami, citado pela televisão estatal.
Na quarta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou que as forças de seu país estão com “o dedo no gatilho”, enquanto Mohammad Akbarzadeh, comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, passagem de 50 quilômetros de largura controlada por Irã e Omã, por onde trafegam cerca de 20% do petróleo e gás que abastecem o planeta.
Informações: Veja






