Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato e cita anistia a Bolsonaro como primeiro ato na Presidência

A pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à presidência da República foi oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD) nesta segunda-feira (30). O comunicado foi feito por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, em uma coletiva de imprensa em São Paulo.

Caiado foi a escolha do PSD para disputar o cargo depois de uma disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu de concorrer na última semana.

— É um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados — declarou Kassab na abertura do anúncio.

O presidente da sigla ainda classificou a escolha como “muito difícil”, ao mesmo tempo que é um “privilégio”. A avaliação do partido é que, diante de uma polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) existe espaço para uma terceira via, ainda que pesquisas de intenção de voto considerem as chances baixas.

Filiação de Ronaldo Caiado ao PSD

A oficialização de Ronaldo Caiado ao PSD ocorreu no dia 14 de março, em uma movimentação já de olho na candidatura à presidência. O ato ocorreu durante um evento em Jaraguá (GO), cidade a cerca de 120 quilômetros de Goiânia.

No evento, seu vice, Daniel Vilela, foi apresentado como pré-candidato à sucessão no governo estadual. Ratinho Júnior e Eduardo Leite disputavam a indicação para a Presidência na sigla.

Quem é Ronaldo Caiado?

Ronaldo Caiado é médico de formação e ficou conhecido ainda nos anos 1980 como liderança da União Democrática Ruralista, ligada ao agronegócio. Foi eleito deputado federal por vários mandatos a partir de 1991 e, depois, senador por Goiás. Em 2018, venceu a eleição para governador e foi reeleito em 2022.

Eleições 2026: quem são os pré-candidatos ao Planalto

Os dois principais pré-candidatos à Presidência nas Eleições 2026 são o atual presidente, Lula (PT), e o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL). A intenção do PSD com a candidatura própria à Presidência é consolidar-se como uma “terceira via” viável entre a polarização.

Também podem ser candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), porém com menos expressividade nas pesquisas feitas até o momento.

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