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Alesp arquiva pedido de cassação de Bove em caso de violência contra Cíntia Chagas

  • 26-08-2025 15:30

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu, nesta terça-feira (26/8), arquivar a denúncia contra o deputado estadual Lucas Bove (PL). Foram seis votos contra um no Conselho de Ética da casa legislativa. O parlamentar de direita, que estava presente na sessão, é acusado de quebra de decoro parlamentar após uma denúncia de agressão feita pela ex-esposa, Cíntia Chagas.

Sessão extraordinária

A denúncia de violência domésticachegou à Alesp por meio da deputada Mônica Seixas (PSol), que protocolou um pedido de cassação do parlamentar contra Bove. Nesta terça (26/8), o Conselho de Ética realizou uma reunião extraordinária e avaliou a representação.

Presidida pelo parlamentar Delegado Olim (PP), que votou pelo arquivamento, a sessão teve presença dos parlamentares Oseias de Madureira (PSD), Carlos Cezar (PL), Dirceu Dalben (Cidadania), Eduardo Nóbrega (Podemos) e Rafael Saraiva (União Brasil). Todos eles se posicionaram contra a invalidação do mandato de Bove.

O voto a favor da cassação foi de Ediane Maria (PSol). Ela era a única deputada mulher e parlamentar de oposição presente na reunião.

Denúncias de agressão

O deputado estadual Lucas Bove (PL) foi acusado de agredir Cíntia Chagas. Ele teria atirado uma faca contra a então esposa depois que ela se negou a parar de jantar para tirar uma foto com Michele e Jair Bolsonaro (PL), durante o casamento da filha do empresário Paulo Junqueira, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Segundo a influenciadora relatou no boletim de ocorrência, a perna dela ficou ferida.

A agressão com arma branca teria sido o estopim para a separação do casal, mas, de acordo com Cíntia, as ameaças começaram mais de dois anos antes, quando os dois ainda eram namorados. No início de setembro do ano passado, a influencer registrou denúncia contra o deputado estadual, mas as acusações só vieram à tona publicamente em outubro.

Bove é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por violência contra a mulher, violência psicológica, ameaça, injúria e perseguição. Atualmente, o deputado está impedido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira.

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