Polícia investiga se tenente-coronel cometeu estupro antes da morte de PM

A Polícia de São Paulo investiga se o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, cometeu crime sexual contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, antes da morte da policial militar. O laudo sexológico tornou-se um dos pontos de maior impacto no inquérito ao indicar que a vítima teve uma relação sexual recente, pouco antes de ser morta.

O indício de relação sexual levanta a suspeita de estupro devido ao histórico de mensagens trocadas pelo casal. No dia 16 de fevereiro, dois dias antes do crime, o oficial enviou textos afirmando que manteria relações com a mulher ao chegar do trabalho. A resposta de Gisele, no entanto, foi de repulsa e um pedido por dignidade.

“Hoje à noite, quando eu chegar em casa do trabalho, quero fazer amor”, disse. “Me espera só de calcinha e sutiã”, escreveu o tenente. Olha o jeito que você fala comigo, zero respeito. Casamento é algo sério, não dá pra ficar nesta instabilidade, agora vive me ameaçando, dizendo que vai devolver essa bosta, como se eu fosse um pedaço de objeto qui dentro”, respondeu Gisele.

Além das mensagens, marcas de agressão no corpo da policialreforçam a tese de um ato não consensual. Peritos identificaram lesões no pescoço que indicam que Gisele foi imobilizada e tentou reagir antes do disparo fatal. A simulação aponta que ela foi surpreendida por trás, o que desmente a versão de suicídio sustentada pelo oficial. O material genético coletado será submetido a um exame de DNA para confirmação oficial.

A suspeita de crime sexual ganha força devido à contradição no depoimento do próprio tenente-coronel. Em relatório da Polícia Civil, o oficial afirmou que o casal já não mantinha vida conjugal e que ambos dormiam em quartos separados há meses.

Enquanto isso, o tenente-coronel segue preso por suspeita de feminicídio e fraude processual após as câmeras corporais dos agentes que atenderam a ocorrência registrarem sua resistência ríspida em preservar provas no dia do crime.

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