A reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (22) trouxe novos elementos sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça dentro de seu apartamento no bairro do Brás, na região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
Um mês após o crime, o tenente-coronel Geraldo Neto, marido da vítima, se tornou réu por feminicídio e fraude processual. De acordo com o Ministério Público e os investigadores do caso, além de efetuar o disparo que matou Gisele, ele teria alterado a cena do crime na tentativa de dificultar a apuração dos fatos.
As novas imagens divulgadas são provenientes das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam à ocorrência. Os registros mostram o momento em que a equipe chega ao local, por volta das 11h24, e encontra a vítima sendo socorrida por paramédicos na sala do apartamento. Em seguida, o policial que comandava a ação recebe a arma de fogo utilizada no disparo.
Segundo a investigação, essas imagens são fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime e confrontar versões apresentadas inicialmente. A análise do material pode indicar possíveis inconsistências e reforçar a hipótese de que houve manipulação da cena antes da chegada das equipes de atendimento.
O caso segue em andamento na Justiça, e a defesa de Geraldo Neto ainda deve apresentar seus argumentos ao longo do processo. Enquanto isso, a morte de Gisele Alves Santana é tratada como mais um episódio de feminicídio, crime que segue sendo um dos principais desafios de segurança pública no país.







