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Maduro convoca alistamento na Venezuela para enfrentar as ‘ameaças’ dos EUA

  • 22-08-2025 09:59

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (21/08) o início de um processo nacional de alistamento militar em resposta à escalada de tensões com os Estados Unidos.

A convocatória ocorre após a decisão de Washington de dobrar de 25 a 50 milhões de dólares a recompensa pela captura de Maduro, acusado sem provas de liderar um cartel de drogas. Além disso, os EUA ordenaram o envio de um esquadrão anfíbio ao sul do Caribe, com navios de guerra que podem chegar nos próximos dias às costas venezuelanas.

“Convoquei, nas sedes de quartéis militares, unidades militares, praças públicas centrais, praças Bolívar e nas sedes das 15.751 Bases Populares de Defesa Integral, um processo de alistamento nacional de toda a força miliciana da Milícia Nacional Bolivariana. Nos dias de sábado e domingo”, declarou Maduro.

A convocatória neste fim de semana inclui tanto integrantes da Milícia Nacional Bolivariana quanto reservistas e cidadãos dispostos a se unir ao chamado de defesa nacional. O líder venezuelano afirmou que a medida integra o Plano Nacional de Soberania Simón Bolívar e busca fortalecer a unidade civil e militar. “A Venezuela voltará a triunfar sobre todas as ameaças extravagantes, estrambelhadas e criminosas do imperialismo norte-americano”, completou.

Maduro reafirmou que ativará um “plano especial” para mobilizar 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional. “Milícias preparadas, ativadas e armadas. Nenhum império vai tocar o solo sagrado da Venezuela, nem deveria tocar o solo sagrado da América do Sul”, advertiu.

APOIOS
As tensões se ampliaram após declarações do diretor da DEA, Terry Cole, que classificou a Venezuela como um “Estado narcoterrorista”. A vice-presidente Delcy Rodríguez rebateu, acusando a agência norte-americana de ser o verdadeiro cartel de drogas.

“O planeta inteiro sabe que o verdadeiro cartel está no Norte. A Venezuela saberá defender com firmeza a integridade territorial, a soberania e a dignidade histórica de seu povo”, afirmou em nota oficial, destacando que os próprios relatórios da DEA não mencionam a Venezuela como ator relevante no tráfico de drogas para os EUA.

Maduro recebeu, nesta quinta-feira (21/08) um amplo apoio dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), que condenaram o envio de navios militares ao Caribe. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou a “ofensiva hegemonista” de Washington, enquanto o boliviano Luis Arce classificou a operação como uma “inadmissível provocação”.

Fora do bloco, a mexicana Claudia Sheinbaum reafirmou: “não ao intervencionismo. Isso não é apenas uma convicção, mas está na Constituição”. Já o colombiano Gustavo Petro alertou que uma intervenção poderia arrastar a Colômbia para um conflito semelhante ao da Síria.

“Os gringos estão muito enganados se pensam que invadindo a Venezuela vão resolver o seu problema. Colocam a Venezuela em uma situação como a da Síria, só que com o agravante de arrastar a Colômbia junto”, disse.


Informações: Opera Mundi

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