
Maduro acusa EUA de ameaçar paz regional com exercícios militares e presença de porta-aviões
- 21-08-2025 10:41
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez duras críticas à presença militar dos Estados Unidos no Caribe, classificando-a como uma "ameaça direta" à paz e estabilidade da América Latina e do Caribe. As declarações foram feitas durante um comício com simpatizantes do governo em Caracas.
O CERNE DA CRÍTICA
O líder venezuelano direcionou suas críticas especificamente para o anúncio de exercícios militares conjuntos entre os EUA e as nações caribenhas de Guadalupe e Santa Lúcia. Maduro afirmou que tais ações representam uma violação dos princípios de soberania e não-intervenção nos assuntos internos de outros países.
"Eles estão trazendo seus porta-aviões, seus mísseis, seus aviões de guerra para ameaçar a Venezuela", declarou Maduro em seu discurso. "É uma ameaça direta à paz e à estabilidade do Caribe e de toda a nossa América Latina."
CONTEXTO E RESPOSTAS REGIONAIS
A presença militar norte-americana na região não é nova, mas frequentemente serve como um ponto de discórdia nas relações entre Washington e Caracas, especialmente após o agravamento das tensões nos últimos anos.
Maduro aproveitou o discurso para posicionar a Venezuela como uma vítima de agressão imperialista e para reforçar seu apelo por uma frente unida entre nações latino-americanas e caribenhas contra a influência dos EUA. Ele defendeu que a região deve se manter como uma "zona de paz", livre de operações militares estrangeiras.
O OUTRO LADO
Embora a reportagem original da CNN se concentre nas acusações de Maduro, é importante contextualizar que os Estados Unidos realizam exercícios militares e operações de treinamento com nações aliadas em diversas partes do mundo, frequentemente justificados como necessários para a segurança regional e a preparação para crises.
As tensões entre os dois países permanecem altas, com os EUA aplicando uma série de sanções econômicas ao governo Maduro, que não é reconhecido por Washington desde 2019, que o considera ilegítimo.