Centros estaduais do programa social Head Start, financiado pelo governo federal dos Estados Unidos, acionaram a Justiça contra a proibição do uso de 200 palavras em seus documentos oficiais. A ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) também afirmou que vai mover uma ação judicial contra a censura, implementada pelo presidente Donald Trump neste ano.
O Head Start oferece educação infantil, serviços de saúde, nutrição e orientação para famílias pobres. Trump criou uma lista de palavras proibidas nas comunicações oficiais do programa, que precisa ser seguida pelos funcionários.
Entre elas estão palavras relacionadas a gênero e sexualidade, como “feminismo”, “LGBT” e “transgênero”; expressões relacionadas a raça, como “racismo” e “diversidade racial”; termos sobre imigração, como “imigrantes” e “latino”; e expressões geralmente ligadas a algum tipo de ativismo, como “justiça social”, “minorias” e “equidade”.
Embora o principal alvo do governo Trump seja o vocabulário associado a seus opositores, até mesmo termos básicos, como “mulheres” e “negro”, estão proibidas nas comunicações oficiais do programa.
O Head Start de estados como Pensilvânia, Washington, Wisconsin e Illinois alegam na Justiça que a lista de palavras proibidas vai de encontro às determinações legais do programa, que incluem a promoção de serviços apropriados do ponto de vista linguístico e cultural. As informações são da NPR.
Já a ACLU considera que a censura imposta por Trump tem o objetivo de sucatear a instituição e impedir que famílias necessitadas tenham acesso ao programa.
Informações: Conjur






