O rei Charles III se pronunciou nesta quinta-feira (19) após a prisão de seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e Duque de York, suspeito de má conduta em cargo público. Em comunicado oficial, o monarca afirmou ter recebido a notícia com “a mais profunda preocupação” e destacou que o caso deve seguir o curso legal.
“A lei deve seguir seu curso”, diz Charles
No posicionamento, o rei reforçou que as investigações serão conduzidas de forma independente pelas autoridades.
Segundo o comunicado, o processo deve ocorrer de maneira “completa, justa e adequada”, sem interferência da família real. Charles também afirmou que não fará novos comentários enquanto o caso estiver em andamento. A declaração busca reforçar uma postura institucional da monarquia britânica, sinalizando respeito às investigações e à atuação das autoridades.

Família real apoia investigação
Charles III também destacou que a família real mantém apoio irrestrito às investigações, ao mesmo tempo em que segue comprometida com suas funções públicas. O monarca afirmou que continuará, junto com os demais membros da realeza, dedicado ao “dever e serviço a todos”, em uma tentativa de preservar a estabilidade da instituição diante da crise.
A prisão de Andrew representa um novo capítulo em uma sequência de controvérsias envolvendo o Duque de York. Nos últimos anos, ele já esteve no centro de escândalos, incluindo processos civis relacionados à sua ligação com o financista Jeffrey Epstein. O episódio atual aumenta a pressão sobre a monarquia britânica, que enfrenta desafios para manter sua imagem pública em meio a investigações envolvendo membros da família. Especialistas avaliam que o caso pode reacender discussões sobre governança, transparência e responsabilidade dentro da instituição.
Em um cenário de alta exposição midiática e cobrança por accountability, a resposta do Palácio tende a ser decisiva para conter danos à reputação da Coroa. O posicionamento de Charles III, ao evitar interferências e enfatizar o respeito à Justiça, indica uma estratégia de blindagem institucional, em linha com a necessidade de preservar a credibilidade da monarquia em meio a mais uma crise pública.







