Universitária é morta com cabo de notebook: perícia indica violência sexual

O corpo da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi encontrado com sinais de violência às margens da BR-262, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (10/2). A jovem estava desaparecida desde a segunda (9/2), quando saiu de uma unidade do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para retornar a Pará de Minas, onde residia com a família.

A morte foi confirmada pelo irmão da vítima, o empresário Matheus Henrique Silva, de 31 anos. De acordo com ele, Vanessa prestava serviços de recrutamento e seleção e havia ido a Juatuba a trabalho. “Ela saiu de casa às 6h e, por volta das 14h, encerrou o expediente para pegar o ônibus de volta para nossa cidade”, relatou.

A família estranhou a demora quando, por volta das 16h, Vanessa ainda não havia chegado. “Pensamos que o atraso poderia ser devido ao trânsito, mas logo suspeitamos que algo estava errado. Entramos em contato com a empresa, checamos imagens de segurança e acionamos a polícia”, explicou Silva.

O corpo foi localizado próximo à guarita onde a jovem aguardava o transporte. Segundo o irmão, os indícios apontam que ela foi arrastada para uma área de mata. Um policial que atendeu a ocorrência confirmou que o corpo apresentava sinais de violência e informou que uma das principais linhas de investigação é a de crime sexual. Até o momento, um homem apontado como suspeito está sendo procurado pela polícia.

Suspeito identificado e confissão

A PM identificou Ítalo Jeferson da Silva, 43 anos, como principal suspeito. Parentes relataram que ele chegou em casa sujo de barro, com arranhões e marcas de sangue nas roupas, tomou banho, pediu dinheiro à mãe e saiu dizendo que viveria nas ruas.

De Belo Horizonte, Ítalo telefonou confessando o crime. Ele possui histórico de tentativa de estupro, roubos, tráfico de drogas e cumpria regime semiaberto domiciliar desde dezembro de 2025. As buscas continuam na capital mineira, mas o suspeito segue foragido.

Comoção na faculdade e na comunidade

Na Fapam, professores Éser Pacheco e Marina Saraiva lembraram Vanessa como “tranquila, responsável, dedicada, meiga e boazinha demais”. Ela sonhava com carreira em Recursos Humanos e estagiara no CAPS-IJ atendendo crianças e adolescentes com transtornos mentais severos. As aulas da turma foram suspensas temporariamente.

A amiga Aline Gomes classificou o crime como feminicídio brutal e criticou a soltura prévia do suspeito. O irmão Matheus Henrique Silva, 31 anos, questionou a lentidão policial e relatou ter obtido imagens de câmeras por conta própria. A mãe da jovem expressou desespero pela filha que buscava oportunidade de trabalho.

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