Vitor Hugo Oliveira Simonin se entregou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (4) e foi preso. Ele é um dos quatro réus acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no fim de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Simonin é filho de José Simonin, ex-subsecretário do governo Cláudio Castro (PL). O pai foi exonerado na terça-feira (3) da Secretaria de Governança, Compliance e Gestão Administrativa após a repercussão do caso.
O investigado chegou à delegacia por volta das 11h, caminhando e acompanhado de advogado. Vestia camiseta escura e boné preto. Nenhum dos dois falou com a imprensa.
Ele é o terceiro preso no caso. Na véspera, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho também se apresentaram às autoridades e tiveram a prisão cumprida. O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirmou esperar que o quarto investigado, Bruno Felipe Alegretti, se entregue ainda nesta quarta, embora não haja previsão de horário.
Além dos quatro réus, um adolescente de 17 anos é apontado como responsável por atrair a vítima até o local. Ele foi indiciado, mas ainda não foi apreendido.
Investigação
O crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento alugado por aplicativo em Copacabana. Câmeras de segurança registraram a entrada da jovem e dos suspeitos por volta das 19h e a saída pouco depois das 20h.
Segundo a polícia, a vítima relatou o episódio a amigos e familiares cerca de uma hora após o ocorrido e procurou a delegacia ainda na mesma noite. Equipes chegaram a ir ao imóvel, mas o encontraram vazio.
“Este apartamento, que é da família do Vitor Hugo, é alugado por aplicativo. Como não conseguimos prendê-los em flagrante, fizemos a investigação. Ela [a vítima] foi encaminhada para exame de corpo de delito e foi muito importante porque o exame pericial foi totalmente compatível com o relato dela”, afirmou o delegado.
O laudo do exame apontou lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na região genital, presença de sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.
De acordo com o relato da adolescente, ao deixar o apartamento um dos jovens teria sugerido que ela levasse uma amiga em um próximo encontro.
Impacto na vítima
Em entrevista à TV Globo, a mãe da adolescente afirmou que a filha “se sentia muito culpada e queria desistir da vida por vergonha”. Segundo ela, a jovem “achava que por onde ela passasse todo mundo iria apontar para ela como estuprada”.
Vitor Hugo também passou a ser investigado em outra denúncia de estupro, apresentada na terça-feira (3) pela mãe de outra adolescente. A Polícia Civil apura a nova acusação.







