Embaixada dos EUA em Bagdá é atacada com drones

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de um ataque com drones neste sábado (14), em meio à escalada de tensões militares no Oriente Médio. O episódio ocorre durante a terceira semana de confrontos envolvendo forças aliadas dos Estados Unidos, Israel e o Irã.

Até o momento, autoridades norte-americanas não divulgaram detalhes sobre possíveis vítimas ou danos estruturais no complexo diplomático, considerado um dos mais protegidos da região.

Bombardeio contra ilha estratégica

Na noite de sexta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças militares americanas realizaram bombardeios contra a ilha iraniana de Ilha de Kharg, considerada o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Segundo autoridades americanas, a região responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano, tornando-se um alvo estratégico em meio ao conflito. O governo de Teerã, no entanto, afirmou que o ataque não causou danos significativos à infraestrutura petrolífera.

Conflitos entram na terceira semana

Os confrontos militares no Oriente Médio chegam à terceira semana sem previsão de cessar-fogo. Durante os últimos dias, ataques aéreos e bombardeios foram registrados em diversas regiões.

Relatos indicam que uma explosão atingiu uma manifestação em Teerã, capital do Irã, deixando ao menos uma mulher morta.

Em paralelo, autoridades dos Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares que estavam a bordo de um avião de reabastecimento que caiu no território iraquiano.

Impacto global e tensões diplomáticas

A escalada do conflito também tem provocado repercussões na economia internacional. O preço do petróleo subiu fortemente nas últimas semanas, impulsionado pela instabilidade na região que concentra algumas das maiores reservas energéticas do mundo.

Em meio à crise, Washington anunciou a flexibilização de algumas sanções contra a Rússia para facilitar o escoamento de petróleo no mercado global, medida criticada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

A situação permanece instável e autoridades internacionais acompanham o risco de ampliação do conflito para outras áreas do Oriente Médio.

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