O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comparou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (à esquerda na foto), ao falecido primeiro-ministro britânico Winston Churchill (à direita na foto), que entrou para a história como o vencedor da Segunda Guerra Mundial.
Eduardo rebatia a análise de que seu pai acabou preso como consequência de estratégias ruins, como disse a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) para justificar sua oposição à candidatura do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina.
“Churchill, por exemplo, também foi preso – para citar apenas um exemplo de líder mundial que passou por isso. As pessoas que dizem que Bolsonaro está nesta situação devido as suas próprias escolhas, diriam o mesmo quando Churchill foi preso”, argumentou o filho 03 de Bolsonaro em seu perfil no X, antigo Twitter.
A prisão de Churchill
Churchill foi preso em 15 de novembro de 1899, bem antes de virar primeiro-ministro e da Segunda Guerra Mundial, durante a Segunda Guerra dos Bôeres, na África do Sul.
O homem que viria a entrar para a história como adversário de Adolf Hitler atuava como correspondente de guerra do jornal britânico Morning Post, cobrindo o conflito entre o Império Britânico e os colonos bóeres (de origem holandesa) nos territórios do Transvaal e do Estado Livre de Orange.
Sua fuga foi cinematográfica e impulsionou sua carreira política — ele se elegeu para o parlamento um ano depois, em 1900. Menos de um mês após a prisão, Churchill escalou o muro à noite, aproveitando distração dos guardas, e fugiu sozinho.
Ele percorreu cerca de 480 km a pé, escondendo-se em trens de carga e minas de carvão, contando com a ajuda de britânicos locais, até chegar a Moçambique, então colônia portuguesa, e pegar um navio para Durban.
A prisão de Bolsonaro
Bolsonaro está preso em prisão domiciliar desde 4 de agosto no contexto do inquérito em que Eduardo foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por tentar influenciar no julgamento da trama golpista por pressão feita por meio do governo dos Estados Unidos.
O ex-presidente não foi denunciado junto com o filho nesse inquérito, mas o ministro Alexandre de Moraes considerou que ele deve permanecer preso em casa, sob monitoramento, por risco de fuga. Enquanto isso, Bolsonaro aguarda pelo desfecho do julgamento da trama golpista, no qual foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por ter comandado uma estrutura golpista que tentou permanecer no poder após perder a eleição de 2022.
“Jair Messias Bolsonaro foi o líder máximo, ideólogo e beneficiário direto da conspiração golpista que quase rompeu a ordem constitucional brasileira. Não há precedente na história republicana de um Presidente da República utilizando-se das Forças Armadas, da Abin e de milícias digitais para tentar perpetuar-se no poder após derrota eleitoral”, diz a sentença.






