Como está a jovem que levou 15 facadas após recusar pedido de namoro?

Um caso de violência extrema chocou moradores de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (6). A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, foi esfaqueada mais de 15 vezes dentro da própria residência, no bairro Galo Branco. O suspeito do crime, Luiz Felipe Sampaio, foi preso e é investigado por tentativa de feminicídio.

De acordo com informações da Polícia Militar, o homem teria invadido o imóvel durante a noite e atacado a vítima com diversos golpes de faca. Alana foi encontrada ferida pela mãe, que acionou imediatamente o socorro e a polícia.

A jovem foi encaminhada em estado grave para uma unidade hospitalar da região, onde passou por cirurgia. Segundo informações atualizadas, o quadro clínico é considerado grave, porém estável, e ela permanece internada sob cuidados intensivos.

Histórico de perseguição

Familiares relataram às autoridades que o suspeito vinha insistindo em se aproximar da jovem há meses. Os dois teriam se conhecido em uma academia, e desde então ele passou a enviar mensagens e presentes com frequência. A família descreve o comportamento como obsessivo.

Ainda segundo os parentes, nunca houve qualquer tipo de relacionamento entre Alana e o agressor. A perseguição teria se intensificado após a jovem deixar claro que não tinha interesse em iniciar um namoro. Amigos afirmam que ela estava focada nos estudos para o pré-vestibular, com o objetivo de cursar medicina.

Um dia antes do crime, o suspeito teria tentado se aproximar da residência, mas foi impedido pelo cachorro da família. Na noite seguinte, no entanto, conseguiu invadir o local e cometer o ataque.

Prisão e investigação

Luiz Felipe Sampaio foi preso em flagrante e o caso está sendo investigado pela Delegacia responsável pela área. A principal linha de apuração é de tentativa de feminicídio, crime caracterizado quando a violência contra a mulher ocorre por razões da condição de gênero.

A Polícia Civil trabalha para reunir provas, ouvir testemunhas e apurar o histórico de perseguição relatado pela família.

Mobilização e pedido de justiça

O caso gerou forte comoção nas redes sociais e entre moradores da cidade. Familiares e amigos pedem justiça e reforçam a importância de denunciar situações de perseguição e violência contra a mulher. Casos de ameaça, perseguição ou violência podem ser denunciados pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190, em situações de emergência.

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