A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu as investigações sobre a agressão e consequente morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
O inquérito policial foi remetido ao Fórum nesta terça-feira (3). O relatório pede a internação do adolescente responsável pela violência e representa contra os quatro investigados pela tentativa de afogamento contra o cão Caramelo.
Alguns dos adolescentes investigados viajaram para a Disney, em Orlando (EUA), após a repercussão do caso.
No desembarque em Santa Catarina, no dia 29 de janeiro, os jovens tiveram roupas, celulares e eletrônicos apreendidos, em uma operação que contou com apoio da Polícia Federal. O menor apontado como autor das agressões era um deles.
Polícia conclui investigação sobre morte do cão Orelha
Apurou-se que o caso foi concluído e encaminhado para análise do Poder Judiciário no início da tarde desta terça.
Contrapontos
O ND Mais entrou em contato com a defesa dos adolescentes investigados pela morte do cão orelha. Por meio de nota, os advogados, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmaram que as informações divulgadas pela Polícia Civil se baseiam em “elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.
Além disso, a defesa classificou as investigações como “frágeis e inconsistentes”, que “prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.
Relembre o caso
A morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, ganhou repercussão nacional, mobilizou protestos e chocou a comunidade que convivia com o animal. O cachorro foi agredido a pauladas por quatro adolescentes e morreu no dia 5 de janeiro.
Três homens, familiares dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, foram indiciados por coação de testemunha. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa sobre o caso em janeiro.







