O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto chamou, nesta quarta-feira (11), de “narrativas” as alegações de que ele seria uma pessoa violenta e abusiva. A classificação, segundo ele, estaria sendo feita pela família de sua mulher, a também PM Gisele Alves Santana, encontrada morta dentro do apartamento do casal com um tiro na cabeça.
“A família fala o que quiser. É cada dia uma mentira diferente para denegrir a minha imagem”, afirmou. As declarações foram dadas em entrevista à TV Record. “O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino”, acrescentou o oficial.
Gisele chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu. Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) disse nesta terça-feira (10) que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto com sinais de dedos e unhas ao redor delas. O coronel disse acreditar que essas marcas tenham sido causadas pela filha de Gisele, que a mãe carregava no pescoço em atividades recreativas.
A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e avalia pedir a prisão do oficial.
Ele disse que ainda não sabe por que Gisele pode ter se matado. “Uma mulher bonita, simpática, jovem”, disse. “Todos os dias eu falo para Deus consolar meu coração”, disse.
Geraldo Neto disse que tomou um segundo banho naquele dia “porque estava passando mal” e porque “sabia que eu ia precisar ir ao hospital para acompanhar minha esposa, à polícia para prestar depoimento”. O fato de ele ter voltado ao apartamento após o atendimento à mulher levantou questões sobre a preservação da cena para a adequada realização da perícia.
O oficial também negou que a proibisse de usar batom, salto alto e perfume. “Pega as redes sociais dela. Em todas as fotos ela está de batom, de maquiagem, muito bem vestida. Tem fotos dela de biquíni”, disse O coronel, que declarou nunca tê-la privado de nada.
“Eu não culpo os pais dela por terem essa dúvida [sobre a morte dela]. Se estivessem no apartamento só ela e a mãe dela, e ela se matasse, eu iria desconfiar que foi a mãe dela que a matou”, declarou o tenente-coronel.
Entenda o caso da PM Gisele morta em São Paulo e reviravolta na investigação
Neto disse durante a entrevista que foi seu superior na PM quem determinou uma limpeza no apartamento horas depois do crime e afirmou que não mexeu em nada no local onde Gisele morreu. “Lógico que não”, disse, acrescentando que a limpeza foi feita após a realização da perícia e que não haveria impedimento para isso.







