Disputa por herança de Anita Harley expõe duas mulheres que dizem ter vivido romance com a herdeira

A disputa pela herança bilionária das Casas Pernambucanas ganhou novos capítulos e virou tema da série documental O Testamento – O Segredo de Anita Harley. No centro do caso está a empresária Anita Harley, que está em coma há quase uma década após sofrer um AVC em 2016.

Dona de uma fortuna estimada em cerca de R$ 2 bilhões, Anita permanece internada em estado grave, sem capacidade de se comunicar ou tomar decisões. A situação é descrita como um limbo clínico, em que a paciente está viva, mas sem autonomia, cenário que intensifica ainda mais a disputa judicial pelo controle de seu patrimônio. O processo envolve diferentes personagens que afirmam ter tido relações próximas, e, em alguns casos, afetivas, com a empresária.

Sônia Soares (Suzuki)

Um dos principais nomes é Sônia Soares. Ela alega ter vivido uma união estável com Anita por 36 anos. Essa relação já foi reconhecida pela Justiça. As duas teriam vivido juntas em uma mansão no bairro da Aclimação, em São Paulo, um imóvel luxuoso com dezenas de cômodos, avaliado em cerca de R$ 50 milhões. Segundo Suzuki, a propriedade foi transferida para seu nome antes do AVC de Anita.

Cristine Rodrigues

Outra figura central na disputa é Cristine Rodrigues. Ex-funcionária de confiança da empresária, ela contesta a versão apresentada por Suzuki. Cristine afirma que também mantinha uma relação afetiva com Anita e busca o reconhecimento judicial como companheira. Além disso, questiona a legitimidade da união estável alegada por Suzuki.

Artur Miceli

O caso também envolve Artur Miceli, filho biológico de Suzuki. A Justiça reconheceu que ele deve ser considerado herdeiro socioafetivo de Anita, com base na convivência familiar. Miceli afirma que sempre foi tratado como parte da família. Já Cristine contesta essa versão, argumentando que não existia um vínculo familiar formal e que Anita era conhecida por ajudar pessoas próximas, inclusive funcionários.

Sem uma decisão definitiva da Justiça, o destino da fortuna e do próprio grupo Pernambucanas segue indefinido. O caso levanta questões complexas sobre união estável, herança e vínculos afetivos, especialmente em situações em que a principal envolvida não pode se manifestar. Enquanto isso, a história continua sendo acompanhada de perto, tanto nos tribunais quanto pelo público que acompanha o documentário.

A dimensão da disputa: bilhão em jogo

A Pernambucanas é uma das maiores redes varejistas do Brasil com faturamento bilionário anual. Controlar sua participação acionária significa ter influência direta sobre estratégias comerciais e expansão nacional.

Nesse cenário, cada decisão judicial pode alterar o comando empresarial ou até mesmo provocar mudanças estratégicas significativas dentro do grupo familiar controlador.

Dessa forma, essa disputa ultrapassa questões pessoais para impactar diretamente o mercado varejista brasileiro — algo observado atentamente por investidores e concorrentes.

Tanto Claudia Ferreira quanto Tânia Bulhões têm investido pesado em estratégias jurídicas complexas para assegurar seus direitos. Isso inclui apresentação de documentos históricos, depoimentos testemunhais e recursos constantes nos tribunais superiores.

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